Abstract
<jats:p>Este artigo analisa os espaços culturais e de lazer da cidade de Marabá (PA) a partir da perspectiva da psicogeografia, buscando compreender como diferentes formas de apropriação urbana produzem experiências afetivas e socioculturais no cotidiano da cidade. O estudo tem como objetivo investigar de que maneira determinados espaços públicos são ressignificados pelos usuários, transformando-se em lugares de encontro, sociabilidade e práticas culturais. Metodologicamente, a pesquisa baseia-se em abordagem qualitativa, combinando revisão bibliográfica sobre psicogeografia, produção do espaço e urbanismo, com observação e análise descritiva de quatro espaços urbanos da cidade: Praça da Criança, Orla Sebastião Miranda, Praça dos Maçons e Ponte Ana Miranda. A partir dessas análises, busca-se compreender as relações entre planejamento urbano institucionalizado e as formas de apropriação cotidiana realizadas pela população. Os resultados indicam que, embora muitos desses espaços tenham sido originalmente planejados para funções específicas, como mobilidade, contemplação ou lazer estruturado, a dinâmica social da cidade promove constantes ressignificações, gerando usos não previstos que ampliam suas funções sociais e culturais. Conclui-se que os espaços urbanos de Marabá configuram-se como territórios de interação afetiva e sociabilidade, nos quais práticas cotidianas, encontros e experiências sensoriais contribuem para a construção de vínculos simbólicos entre os habitantes e a cidade, revelando a importância da psicogeografia como ferramenta interpretativa das experiências urbanas.</jats:p>