Abstract
<jats:p>A vigilância de doenças emergentes e reemergentes tem se consolidado como uma das principais estratégias para a proteção da saúde global diante de um cenário marcado por transformações ambientais, sociais e epidemiológicas. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios relacionados à vigilância dessas doenças e discutir a importância da atuação multiprofissional na construção de respostas mais eficazes. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, desenvolvida por meio de revisão integrativa da literatura, com base em evidências científicas recentes provenientes de bases de dados internacionais. Os resultados apontam que fatores como alterações ambientais, intensificação do contato entre humanos e animais, mobilidade populacional e fragilidades nos sistemas de saúde têm contribuído para o aumento de doenças emergentes e reemergentes. Observa-se também a crescente complexidade do perfil epidemiológico, com a presença simultânea de diferentes agentes infecciosos, além do avanço da resistência antimicrobiana. Nesse contexto, a vigilância epidemiológica enfrenta desafios relacionados à integração de dados, uso de tecnologias e desigualdades estruturais entre países. Destaca-se, ainda, o papel fundamental da equipe multiprofissional no reconhecimento precoce dos agravos, no manejo clínico e na implementação de estratégias de prevenção. Conclui-se que o fortalecimento da vigilância em saúde, aliado à integração entre diferentes áreas do conhecimento e à cooperação internacional, é essencial para enfrentar os desafios atuais e futuros, contribuindo para a segurança sanitária global.</jats:p>