Abstract
<jats:p>Os ambientes cársticos se destacam dos outros ambientes naturais devido à sua natureza única e peculiar. Esses ambientes são naturalmente sensíveis à contaminação, tanto de origem antropogênica quanto natural, o que os torna vulneráveis devido às suas características intrínsecas. Essas particularidades muitas vezes dificultam a aplicação de metodologias tradicionais para o estudo e mapeamento da vulnerabilidade cárstica. Em todo o mundo, diversas abordagens metodológicas têm sido propostas e adaptadas para avaliar a vulnerabilidade do carste. Um exemplo é o método COP, empregado neste estudo para determinar o fator de precipitação (Fator P) no alto curso da bacia hidrográfica do Rio Corrente, localizado no nordeste do Estado de Goiás. Este método, combinado com procedimentos tecnológicos de SIG em ambiente de geoprocessamento, foi utilizado para gerar o mapa de isoietas da área estudada. A partir dos dados de precipitação disponibilizados pelo site Hidroweb da Agência Nacional das Águas e Saneamento (ANA), referentes ao período de 2015 a 2020, foi possível calcular o fator de precipitação (Fator P) para a área de estudo. O resultado obtido indicou que a bacia está sujeita a uma alta vulnerabilidade, com um índice de proteção vinculado ao Fator P de 0,6. De acordo com a metodologia COP, este índice sugere uma redução significativa na proteção oferecida pelo fator precipitação, o que aponta para uma tendência de aumento na vulnerabilidade intrínseca do ambiente cárstico investigado.</jats:p>