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Abstract

<jats:p>Este trabalho avalia os efeitos sobre o uso da terra nas atividades de agricultura, pecuária e florestal quanto a um cenário hipotético de redução a zero da demanda doméstica brasileira por etanol combustível. Para tanto, utiliza-se o modelo Globiom-Brasil, que simula a decisão dos produtores sobre que atividade desenvolver considerando custos de insumos, preços de venda dos produtos, produtividade da terra e custos de comercialização e transportes, em um equilíbrio espacial de preços com trinta regiões de produção e consumo distribuídas pelo mundo, com detalhamento espacial do Brasil em células de cerca de 50 km por 50 km. Os cenários levam em consideração o controle do desmatamento ilegal, impactos das mudanças climáticas sobre as principais culturas agrícolas e projeções de demanda alinhadas com a narrativa socioeconômica SSP2. Eles diferem apenas quanto à demanda doméstica por etanol combustível: no cenário Linha de Base a demanda cresce conforme a tendência histórica até 2030, mantendo-se constante a partir daí até 2050, ano final da projeção; o cenário Etanol Zero mantém a tendência histórica até 2025, quando começa a decrescer monotonicamente até zerar em 2050. Os resultados indicam que a área de cana-de-açúcar no cenário Etanol Zero sofreria uma perda de 8,68 milhões de hectares (Mha) em 2050, comparado ao Linha de Base. Dessa área, 2,02 Mha seriam destinados a outras culturas agrícolas, 2,58 Mha para pecuária, 0,82 Mha para vegetação nativa e 3,20 Mha para áreas não produtivas. O retorno econômico agregado dos produtores seria reduzido em quase todos os anos da projeção, com a perda de rendimento da cana-de-açúcar não sendo compensada pelo ganho de rendimento nas outras atividades modeladas. Entretanto, o retorno das outras atividades seria maior que a perda provocada pela menor produção de cana-de-açúcar em 2050.</jats:p>

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Keywords

cenário demanda etanol para até

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