Abstract
<jats:p>A crescente preocupação com o envelhecimento, o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida na sociedade brasileira tem provocado uma mudança na forma como se percebe a velhice, despertando uma nova sensibilidade social e propondo reflexões mais amplas sobre a pluralidade de experiências vividas nessa fase da vida. Nesse contexto, a compreensão do lazer e do turismo para pessoas idosas requer o reconhecimento da velhice como parte contínua e natural do ciclo de vida, além da consideração da heterogeneidade bio-psico-social de cada indivíduo. Esta pesquisa tem como objetivo analisar as percepções de pessoas idosas sobre turismo e lazer como instrumentos de promoção do bem-estar e da qualidade de vida, com foco na cidade de Rosana-SP, abrangendo tanto contextos urbanos quanto rurais. A investigação foi baseada em história oral, por meio da realização de cinco entrevistas com idosas frequentadoras do projeto de extensão da Universidade Estadual Paulista – “Universidade Aberta à Terceira Idade” (UNATI), no campus de Rosana. As entrevistas permitiram explorar, de maneira aprofundada e sensível, temas como a trajetória de vida, as experiências de lazer e turismo, as transformações nas relações de trabalho, saúde, afetos e os desafios cotidianos enfrentados por esses sujeitos. A partir das narrativas coletadas, é possível compreender que o lazer e o turismo, quando acessíveis e significativos, desempenham um papel fundamental na valorização da velhice, contribuindo não apenas para o bem-estar físico e mental, mas também para o fortalecimento dos vínculos sociais, da autonomia e do sentimento de pertencimento.</jats:p>